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Mostrando postagens com o rótulo Soterorec

O garage noir da The Futchers. Por Leonardo Cima.

Nesses últimos dois meses, o selo SoteroRec teve a honra e a felicidade de lançar na sua série Retro Rocks, os trabalhos de uma das bandas mais interessantes que a cena local já teve e que, infelizmente, não teve uma projeção devidamente extensa. Capitaneada por Rodrigo "Sputter" Chagas (vocal da The Honkers), a The Futchers foi a sua banda paralela idealizada e montada por ele próprio no final do ano de 2006. A propósito, o nome Futchers vem inspirado da dislexia do compositor britânico Billy Childish, que escreve as palavras da mesma maneira que as fala. Ele, ao lado de mais quatro integrantes, também de bandas locais da época, começaram os ensaios com uma proposta sonora voltada mais para o mood e o garage rock, se distanciando um pouco dos seus respectivos trabalhos nos grupos anteriores. Relembrando um pouco daquele período e como observador, esse "peso" de não ter que se repetir musicalmente recaía um pouco mais sobre Rodrigo. Não que houvesse isso...

Uma viagem no tempo, sem perder tempo. Por Leonardo Cima.

Todos os discos que lançamos pelo selo SoteroRec é especial, com cada um possuindo a sua particularidade. Cada um deles carrega uma história interessante por trás de suas faixas, que as vezes não chega ao ouvinte, mas que fortalecem o fator intangível agregado no resultado final de uma obra. Com toda banda é assim e com a Traumatismo não poderia ser diferente. Foi bem curiosa a maneira como a banda chegou ao nosso acervo. Estava eu conversando com o Adrian Villas Boas, hoje guitarrista da banda Agrestia, sobre a proposta do selo de também promover o resgate da memória da cena local, quando ele me falou que havia essa banda na qual ele fez parte tocando baixo, que chegou a gravar um disco não lançado e que se encaixaria muito bem com o propósito colocado, indicando-a para o catálogo, caso a gente  tivesse interesse nela. Eu, que já fiquei entusiasmado antes mesmo dele citar o nome do grupo, ao saber de qual banda se tratava, fiquei mais empolgado ainda. A Traumatismo, anteriormente ...

A cidade baixa e mais um de seus frutos sonoros. Por Leonardo Cima.

A cidade baixa sempre apronta das suas. Ela é uma das várias regiões da cidade de Salvador que possui as suas próprias características peculiares, seja no seu ambiente, atmosfera ou sons. A penísula itapagipana realmente parece um universo à parte dentro da capital baiana e sempre no quesito sons ela não deixa de fornecer novidades dos mais diversos gêneros, principalmente dentro do rock e suas ramificações. É papo de riqueza produtiva nesse sentido, de fato, e negar isso é vacilo. Muita gente já se referiu à ela como a "Irlanda" de Salvador, a"Seattle" de Salvador, a "Perth" de Salvador. Entendo, mas a cidade baixa fica em Salvador, não em outro lugar. Ela é apenas soteropolitana mesmo, faz parte de um todo, contribui para a pluralidade da cena e ajuda a fazer (e a ser) simplesmente Salvador! Referências a país e cidades à parte, o fato é que mais uma interferência artística da CBX surgiu neste mais recente domingo (02/08/2020). Lançado pelo nosso selo, S...

Duas bandas, duas performances. Por Leonardo Cima.

Nesse mês de julho tivemos a honra de poder disponibilizar pelo nosso selo duas apresentações de duas das mais interessantes bandas do cenário local. Incluídas na série Bootlegs Originals, do SoteroRec, a Célula Mekânika e a Jato Invisível registraram com muita competência e felicidade as suas respectivas performances em cima do palco como elas são, extraindo muito bem todas as suas nuances sonoras e atmosfera que costumam gerar em suas aparições. A espontaneidade e a paixão pela música ainda é o grande combustível para bandas como essas, e como é bom ter um gavador ligado na hora em que elas se encontram em ação. No dia 03/07, chegou o Máquinas Trabalhando, do recém reativado Célula Mekânika, duo formado por integrantes da veterana banda Modus Operandi, Henrique Letárgico e David Vértigo, guitarra e sintetizador, respectivamente. Os dois dividem as programações e os vocais. Segundo trabalho da sua discografia, ele foi gravado ao vivo no evento Quintal do Rock, em 08/03/2020,...

Um breve recorte de um diário de bordo. Por Leonardo Cima.

A história da Hardrons começa quando a da Game Over Riverside termina. O ano era 2008 e ainda no primeiro semestre, antes mesmo que a ressaca pós fim de banda chegasse por aqui com mais força na rotina, Sérgio Moraes, então vocal da G.O.R., me propôs dar continuidade àquilo que sempre gostamos de fazer, música rock, e para "aproveitarmos para tirar algumas ideias da cabeça e do papel e coloca-las em prática, fazer algumas coisas diferentes do que a gente estava fazendo", e isso também incluía Leko Miranda (guitarra) na dança. Esse era um dos principais propósitos e desafios desse projeto que ainda não tinha um nome: fazer um som diferente daquele que esses três vinham fazendo em sua antiga banda. Foi, de fato, um momento de experimentação. Procuramos convocar os demais integrantes da banda também partindo dessa ideia e com o que estava ao nosso alcance. Para o baixo, entrou no grupo o músico Marcelo Blue-9 e convidamos o violinista Alain Lopes para fazer par...

Visitando o passado, enxergando o futuro. Por Leonardo Cima.

O mais recente lançamento dos selos SoteroRec e OCADISCOS marcou a estreia da nossa nova série, a Retro Rocks. Série essa que tem como proposta trazer para o ouvinte de hoje, trabalhos de bandas da primeira década do início deste século e além, e que sumiram na poeira da internet após o término das suas respectivas atividades. Um trabalho de resgate da memória da nossa cena local, em mais um sinal de sua riqueza e diversidade. Este artista, ou banda, como preferir, é também um dos grandes motivos para a criação destes selos. Em outubro do ano passado me encontrei remexendo no baú da G.O.R., à procura de um material nosso que pudesse ser lançado em um futuro não muito distante, e, em meio a fitas k-7 com registros de canções sendo mostradas pela primeira vez, cd-r's com ensaios perdidos e antigas demos, eis que estavam dois cds que me chamaram a atenção, ambos possuindo um conteúdo que confesso não estar recordado, naquele momento, de possuí-los em mãos. Estava...

Explosão e caos sonoro. Por Leonardo Cima.

Na última quarta feira de cinzas (26/02), os selos do Portal Soterorock, o SoteroRec e OCADISCOS, fizeram o seu mais novo lançamento, o Warm Up Big Bands - Soterorock Sessions 5, da banda soteropolitana Malgrada. Este foi também o segundo disco incluso na nossa série de bootlegs, a Bootlegs Originals, que possui a proposta de disponibilizar apresentações das bandas locais no mesmo esquema dos discos ao vivo não oficiais de grupos internacionais, bastante populares nos anos 1990. Sem overdubs e com qualidade de som e performance, esse formato permite ao ouvinte escutar a banda gravada como ela é em ação em cima do palco, em um recorte dentro da sua carreira, de maneira desnuda, sincera e honesta. E o que você vai encontrar neste trabalho do trio baiano (se já o escutou, provavelmente você concorde com o que escreverei adiante) não é menos do que energia e intensidade em suas composições, uma entrega digna de ser apreciada por mais e mais vezes. O show foi captado na noi...

Marte caindo e aliens entre nós. Por Leonardo Cima.

No sábado do dia 25/01, a banda Marte em Queda lançou o seu trabalho de estreia e esse foi o momento para conferir de perto não só uma, mas duas das bandas que estão mais em alta atividade na cena daqui nesse último ano e meio. O segundo grupo em questão é o My Friend is a Gray, parceiros de jornada do trio baiano e que abriu a noite de som no já marcante Brooklyn Pub Criativo. Com o local sempre pontual no inicio dos sons, comecei a acompanhar a festa pela live do perfil do pub no Instagram no caminho para lá, o que me deixou mais ansioso em chegar e percebendo, já in loco, o quanto não deu para ter, pelo vídeo, a noção de quanta gente compareceu ao evento. É comum o lugar receber uma boa quantidade de gente nas noites de sábado, mas logo de cara, um grupo de pessoas que se aglomerava na parede de vidro do seu lado de fora, para assistir ao som, chamou a atenção. Meio que em zig zag e  me espremendo, adentrei no Brooklyn e a MFIAG, escalada para abrir a noite, já es...