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Mostrando postagens com o rótulo Aqui tem Rock Baiano

Sombras sonoras. Por Leo Cima.

Nesta próxima sexta feira (12/04/2019), às 20:00 horas, na Bardos Bardos, Rio Vermelho, o compositor, guitarrista, e agora cantor, Leonardo Panço lança o seu mais recente trabalho, Sombras, assim como o seu fanzine Esopsa (com fotografias e textos de sua viagem à Berlim há alguns anos) e também o livro-disco Superfícies. A noite ainda conta com os soteropolitanos da Rosa Idiota, que se apresentam na casa tocando o seu mais recente repertório. Este é o terceiro disco da carreira solo do ex-guitarrista da banda carioca Jason e o primeiro assumindo os vocais de suas composições. Tempos (2014) possui cantores convidados e Superfícies (2016) é completamente instrumental. Sombras se distancia bastante do som do grupo que o Panço fez parte e para a sua nova investida, em termos de formato, aposta em uma mídia que, aos poucos, vem ganhando espaço novamente: a fita K7. Um formato físico diferente e interessante (a depender de como você vai usa-lo) em um meio no qual o CD e o LP aind...

Guia de singles baianos de 2018. Por Leo Cima.

2018 foi um ano bastante movimentado na produção rocker local. Como muita gente já sabe, a Bahia é uma terra frutífera em termos culturais e, no que se refere à musica, a diversidade de gêneros encontradas por aqui é ilimitada. Dentro do rock, as suas várias vertentes não param de dar as caras e o numero de trabalhos lançados no ano passado se manteve em um nível igualitário em relação a períodos anteriores. Talvez até maior, devido a quantidade de singles que foram lançados no último ano. Essa é uma boa alternativa diante de orçamentos apertados e demandas de tempo escassa, realidade de muito artista da cena local. Então, essa matéria de fato propõe o que o seu titulo sugere, ser um guia com breves comentários de alguns singles lançados no ano que se passou. O critério usado por mim para esta ocasião foi de apenas falar sobre trabalhos que tivessem somente uma música lançada, ou que fossem EPs que possuíssem até três faixas. E tem de tudo um pouco nesta lista...

Caos sonoro e novas possibilidades. Por Leo cima.

A veterana do cenário rocker baiano, Modus Operandi, tem uma discografia respeitável que provoca e instiga a quem a escuta. Ao longo de mais de duas décadas de atuação, o quarteto vem mostrando o seu turbilhão musical gótico e industrial (eles vão muito além disso) de maneira cada vez mais presente na cena, com letras realistas e cruas, e com uma formação pouco comum dentro do rock, na qual há a ausência do instrumento ícone do gênero, a guitarra, com uma percussão e furadeira em seu lugar, acompanhadas pelo baixo, bateria e sintetizador. Essa não é nem uma questão de substituição de um instrumento pelo outro! O fato é que eles chegam no seu mais recente trabalho consolidando a sua música e abrindo novos caminhos para ela. Ainda no final do ano de 2017, a banda soteropolitana lançou o ...Vício, ...Virtude, ...Violência..., certamente um dos mais aguardados daquela temporada. Essa expectativa não aconteceu a toa! Por um longo período, isso já em 2016, o grupo entrou em uma ...

Festas populares como as daqui, igual não há. Por Leo Cima.

No último dia dois de fevereiro saí da cidade baixa e fui conferir a tradicional Festa de Iemanjá, uma das mais tradicionais daqui da Bahia, juntamente à Lavagem do Bonfim e o Carnaval. Na verdade, fui mesmo no dia primeiro, na véspera do festejo, dada a informação de que toda a movimentação já se inicia nesta data e de que, para chegar até o local no dia dois é intensamente complicado. Creio que você já deve ter percebido que esta também foi a minha primeira investida na festa. Nunca antes havia ido conferi-la de perto, muito por conta de compromissos profissionais e por sempre cair em dia de semana (dessa vez, ela aconteceu em um sábado desde 1991). No início da noite, próximo ao bairro dava para perceber bem a efervescência da expectativa do acontecimento, com um engarrafamento adivinhado ainda no meio do caminho. Dentro da região, essa sensação de efervescência se acentuou bastante. É bem interessante ver como algo esperado pelas pessoas pode mobilizar tanta gente, atrai...

Reaja, porra! Por Leo Cima.

O nosso país vive um momento político notavelmente conturbado e escroto. Mais escroto do que conturbado, diga-se de passagem. E o pior, seguido por uma apatia de uma população que assiste praticamente zumbificada cada gesto de politicagem suspeito, ou escancaradamente malicioso. Uma inércia que chega a ser mais forte do que qualquer esquema de falcatrua televisionada nos noticiários e que é de cair o queixo. É dentro desse cenário que a banda baiana Pastel de Miolos chega com o seu mais recente trabalho, o quinto de sua carreira, Reação! Para além deste lançamento, este é o primeiro registro da PDM como um duo, “apenas” com baixo e bateria, um formato de certa maneira inédito dentro do som proposto pelo grupo. Produzido pelo Irmão Carlos e contando com participações especiais e colaborações, o disco é um verdadeiro pé na porta ao longo das dezesseis faixas e vinte e oito minutos de som. O cd abre com Punk Rock é Reação! E já se percebe o quanto o som está bem preenchido. N...

“Eu não sei fazer musica, mas eu faço”. Por Leo Cima.

Escrever sobre a sua própria banda é uma tarefa difícil. É algo complicado, de fato. Em situações como essa, o musico que escreve tem que manter sempre o cuidado para não pesar a mão sobre determinados aspectos, se vai ser positivamente tendencioso em certos pontos e até mesmo estar atento para não cair na armadilha de querer ser tão imparcial com a sua própria musica e acabar enxergando mais defeito do que realmente existe. Encontrar um equilíbrio dentro dessas questões é a verdadeira tarefa de um texto como esse que vem a seguir. Esse esforço é maior quando se escreve sobre um show. Tocar e, ao mesmo tempo, ver o que acontece no lugar até que funciona, mas muita coisa se perde durante o processo. Já disco é um pouco diferente, a concentração é, obviamente, maior e estar atento e respeitoso com o som alheio são os principais elementos para transcrever a obra de um grupo. Foi assim que decidi fazer quando escrevi o release de Empty, o mais recente EP da G.O.R., que você está prest...

Para ouvir várias vezes. Por Leo Cima.

A Jato Invisível é detentora de um dos discos mais aguardados deste ano de 2017. O Veiculando Neuroses levou bastante tempo para ser lançado, não só pelo fato de ter se passado um ano do final da sua gravação até o dia do seu lançamento, mas também pelo período no qual o grupo esteve fazendo shows com uma boa frequência antes de entrar no estúdio para executar mais essa empreitada. E isso fez bem para a banda, que amadureceu de forma significativa as músicas que estão nessa obra. Produzido pelo Irmão Carlos, este novo EP da JI possui cinco faixas fortes, em letra e musica, com um texto bastante pessoal e punchs sonoros bem pegajosos, respectivamente. Fato que é também visualmente muito bem expressado na capa do disco feita por Sérgio Moraes. Tudo isso faz com que o ouvinte crie uma identificação interessante com o que se escuta. No decorrer do disco há participações especiais interessantes, como a do escritor Sandro Ornellas em uma das faixas e a do Irmão Carlos tocando teclad...

Lançamento do primeiro cd da Vovó do Mangue. Por Wilson Santana.

Sábado, dia  18/11/2017, fui a convite da Produção da banda Vovó do Mangue para ver a festa/show de lançamento do primeiro disco da banda e também pra levar a banquinha com produtos oficiais da bandas lançadas pela TRINCA DE SELOS #aquitemrockbaiano, o evento foi realizado em sua cidade natal, Maragojipe, cidade com histórico cultural forte, localizada no Recôncavo Baiano. Sempre que vou em eventos no interior, fico impressionado com o interesse das pessoas e pelo público eclético, gente que curte musica alternativa, curiosos ou mesmo aqueles que vão por conta da carência de eventos, e não foi diferente, o show foi realizado na Sede da Fundação Cultural Vovó do Mangue, fundação essa que desenvolve trabalhos sociais e ambientais junto a população Maragojipense. Show marcado para as 21h e antes disso já tinha um público considerável, para que a primeira banda desse inicio a festa. Pablues - pra quem não sabe, Pablues é vocalista do Clube de Patifes - seu projeto solo (C...

Paul esteve entre nós. Por Leo Cima.

FINALMENTE PAUL MCCARTNEY TOCOU EM SALVADOR! Finalmente! Você pode entender as letras garrafais da frase inicial desse texto como um desabafo, porque é, de verdade, um desabafo. Nada mais natural vindo de uma pessoa que teve que esperar sentada por muito tempo para ver um show desse beatle.  Desde 2010 Paul incluiu o Brasil na agenda das suas turnês de maneira efetiva e até a confirmação da sua passagem por aqui, cada anuncio de um novo giro dele por terras brasileiras era uma mistura de expectativa e frustração e isso ficou mais forte depois que a Fonte Nova foi reinaugurada. Era sempre um “será que agora vem?” seguido de um “porra, de novo não!”. Mas dessa vez aconteceu! Virou história! E o melhor, sem o hype que envolveu as vindas dele em boa parte dos anos anteriores, o que demonstrou a inquestionável força que ele tem como artista. Tão histórico, que ele teve influencia direta no bom desempenho hoteleiro local, quando se registrou 90% de ocupação nesse setor durante o...

Festival Radioca III: duas noites de pluralidade musical. Por Leo Cima.

      Foto: Rafael Passos. Aconteceu neste último final de semana a terceira edição do Festival Radioca. Festival esse que traz em seu lineup novos e veteranos nomes da mpb, artistas consagrados e outros mais significativamente promissores da nossa cena musical. Sejam daqui da Bahia, ou de outros estados, as atrações refletem bastante a proposta do evento, que se origina de um programa de rádio local de mesmo nome. A diversidade das atrações, algo a se levar muito em consideração quando se fala em Radioca, foi um aspecto que chamou a atenção na grade de 2017. A curadoria feita para o festival foi mais além nisso em relação aos anos anteriores, o que acabou por oferecer um prato cheio para aqueles que gostam de apreciar uma boa música, ou descobrir novos sons. A infraestrutura do festival se expandiu bastante em relação à primeira edição (em 2016 não pude comparecer ao evento) tomando todo o espaço do Trapiche Barnabé, proporcionando uma melhor circulação das pess...