Tava meio estranho o Pelourinho nessa sexta. Caminhei do inicio da Avenida Carlos Gomes até o centro histórico e o habitual agitado movimento corriqueiro daquela parte da cidade não estava lá. Uma ou outra pessoa subia comigo a Praça Castro Alves em direção a Praça da Sé e quanto mais me aproximava do Terreiro de Jesus, parecia que o lugar estava ainda mais vazio. Dava até para ouvir o vento frio passando por entre as árvores de lá. Porque? Feriado? Talvez. Crise? Talvez. Medo? Talvez. Descuido com o lugar e com a sua imagem na mídia? Talvez. O fato é que foi até difícil de encontrar uma baiana do acarajé que estivesse vendendo um abará para eu poder forrar o meu estômago. Mas achei! E comi bem devagar vendo a baiana voltar a receber os cuidados da sua pedicure, cuidados que interrompi quando cheguei. Um som de voz e violão solitário, com uma pal...