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Ao vivo, de perto, presente.*

Mais uma sexta feira e mais uma noite de Festival Soterorock. Foi o seu quinto dia, retornando ao The Other Place, em Brotas, para mais uma sequência do velho e ótimo rock autoral baiano. Admito que, como nas demais datas (nas anteriores a esta e as que ainda estão por vir), a minha curiosidade e ânsia por ver as bandas desta noite tocando de maneira confortável para elas e proporcionando um grande som para quem foi vê-las eram grandes. Até agora, o festival tem sido um ambiente de ótimas performances dos grupos e a expectativa, não só a minha, mas a de quem tem acompanhado os shows (seja pelas resenhas, fotos, chats e presencialmente), só faz aumentar de maneira positiva. Isso não é a toa, o cenário vive uma boa fase e é natural que se espere momentos bons a serem vivenciados em ocasiões como essa. Na chegada ao The Other Place dava para perceber um bom clima emanando no local. Algumas pessoas já circulavam pela casa e a quantidade delas só fez aumentar no decorrer dos primei...

Diversão e sinceridade são as palavras da vez.*

Início de semana, tempo frio em Salvador. Combinações nada amigáveis para um cidadão sair de casa, a menos que ele tenha um bom motivo e um ótimo propósito para fazer isso. E de fato motivo sobrava para conferir mais uma edição do "Quanto Vale o Show?”, evento organizado pelo Rogério Big Bross e que acontece religiosamente em quase todas as terças feiras do ano. Nesse em questão, foi dedicado ao tema Noite Home Pocket/Clipoems Rock, no qual duas bandas que participaram da iniciativa de mesmo nome (criada por Arthur Caria, Candido Martinez e Udo) se apresentaram no melhor de sua forma. Pancreas e Declinium, juntas, criaram uma expectativa muito grande para a noite e muita gente foi conferir o que aconteceu no palco do Irish Pub. Depois de uma viajem vagarosa de ônibus direto da cidade baixa, chegando no Rio Vermelho uma boa constatação: a calçada do lado dos bares finalmente foi finalizada e aquele verdadeiro lamaçal no qual você poderia optar por passar por cima e se suja...

Bom humor na medida e rock a todo instante.*

O rock acima de tudo é diversão. Você pode esbravejar para os quatro (ou mais) cantos do mundo o quanto está puto e insatisfeito com o sistema, o quanto está triste e com o coração partido por ter sido deixado de lado e até mesmo o quanto foi boa ou traumatizante a sua experiência de abdução por alienígenas sedentos em estudar o seu DNA, mas tudo de certa forma ganha graça para quem monta seus acordes sobre os seus temas. De certa maneira é um jeito estranho de se divertir, mas esse elemento está lá e esse tipo de música garante a quem a escuta e a faz uma sensação boa no final das contas. É bem assim com a banda soteropolitana Pancreas, que lançou recentemente o seu terceiro álbum de sua carreira, Cru e Vivo. O disco é um apanhado ao vivo de boa parte de suas canções disponibilizadas anteriormente em seus dois discos, com mais duas versões de outras bandas feitas por eles. O cd foi gravado no projeto Casarão/Homepocket Clipoems, onde alguns grupos da cena local gravaram sessõ...

Pitfall da vida real e o rock salvando a noite.*

Tinha um bom tempo que não via o Rio Vermelho daquela forma. O Largo da Dinha cheio de gente, como outrora. Muita conversa, muita bebida, alegria, som alto, som de todos os tipos bem alto. Forró, voz e violão, som “mecânico” de carro e o som da multidão conversando nas mesas dos bares, dentro e fora dos recintos, com as luzes fortes que vinham dos postes novos que batiam no chão novo (muito bonito, por sinal) e que se vacilar doía as vistas com os reflexos que voltavam das calçadas. O famoso bairro boêmio estava do seu jeito para uma noite de sábado. Mas tem um porém! O caminho de lá do largo em direção ao Taverna Music Bar está um real pandemônio para quem faz isso a pé. Uma verdadeira aventura. Até chegar na casa onde aconteceu o som foi preciso andar no meio da rua, tomar fino de ônibus, ser quase atropelado por um carro dando ré, ver estabelecimentos gritando para dizer que estavam em funcionamento, trator parado em frente a estabelecimento comercial, mais buraco para pula...

Débitos em dia.*

A última sexta foi mais uma Sexta From Hell e o Portal Soterorock foi conferir como foi o evento que ocorre sempre no início do final de semana, lá no The Other Place, na garagem do Hell’s Angels. Com uma programação pronta para praticamente todo o ano, a festa já vem se consolidando na cena e atraindo mais gente a cada edição. Nessa ocasião em especial, o line up tinha bandas que há muito tempo o site devia uma visita a seus shows. Esse débito para uma das bandas, já existia desde os primórdios do site, quando começamos a dar mais espaço para bandas locais. A Jato Invisível foi um dos primeiros grupos a ser citado por aqui e desde então muita pedra rolou em datas e desencontros para ver o quarteto em ação ao vivo. Mas enfim aconteceu. A outra banda foi a Pâncreas, que já tinha um bom tempo sem vê-los ao vivo (desde 2014, no Palco do Rock) e só agora realizamos essa presença no show dos caras depois de mais de dois anos. Quem abriu os trabalhos foi a Jato Invisível. Tocand...