SOTEROROCK Pular para o conteúdo principal

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Caos sonoro e novas possibilidades. Por Leo cima.

A veterana do cenário rocker baiano, Modus Operandi, tem uma discografia respeitável que provoca e instiga a quem a escuta. Ao longo de mais de duas décadas de atuação, o quarteto vem mostrando o seu turbilhão musical gótico e industrial (eles vão muito além disso) de maneira cada vez mais presente na cena, com letras realistas e cruas, e com uma formação pouco comum dentro do rock, na qual há a ausência do instrumento ícone do gênero, a guitarra, com uma percussão e furadeira em seu lugar, acompanhadas pelo baixo, bateria e sintetizador. Essa não é nem uma questão de substituição de um instrumento pelo outro! O fato é que eles chegam no seu mais recente trabalho consolidando a sua música e abrindo novos caminhos para ela. Ainda no final do ano de 2017, a banda soteropolitana lançou o ...Vício, ...Virtude, ...Violência..., certamente um dos mais aguardados daquela temporada. Essa expectativa não aconteceu a toa! Por um longo período, isso já em 2016, o grupo entrou em uma ...

Festas populares como as daqui, igual não há. Por Leo Cima.

No último dia dois de fevereiro saí da cidade baixa e fui conferir a tradicional Festa de Iemanjá, uma das mais tradicionais daqui da Bahia, juntamente à Lavagem do Bonfim e o Carnaval. Na verdade, fui mesmo no dia primeiro, na véspera do festejo, dada a informação de que toda a movimentação já se inicia nesta data e de que, para chegar até o local no dia dois é intensamente complicado. Creio que você já deve ter percebido que esta também foi a minha primeira investida na festa. Nunca antes havia ido conferi-la de perto, muito por conta de compromissos profissionais e por sempre cair em dia de semana (dessa vez, ela aconteceu em um sábado desde 1991). No início da noite, próximo ao bairro dava para perceber bem a efervescência da expectativa do acontecimento, com um engarrafamento adivinhado ainda no meio do caminho. Dentro da região, essa sensação de efervescência se acentuou bastante. É bem interessante ver como algo esperado pelas pessoas pode mobilizar tanta gente, atrai...

No seu tempo certo! Por Leo Cima.

Ainda me recordo do dia em que, lá para os idos do ano de 1995/1996, em uma conversa sobre rock’n roll no intervalo da escola, o meu amigo de sala, Alan, largou: “O meu primo toca numa banda de se fuder de punk rock, chamada Maria Bacana, o som deles é massa”. Devolvi para ele dizendo: “Porra, bicho, conheço o som dos caras, é bem bom, mesmo. Como eu faço para ver um ensaio deles?”. Na cara dura fiz o pedido para ele, que por sua fez combinou comigo de já no domingo seguinte conferir o encontro dos rapazes. Já havia assistido uma apresentação do trio e ela me agradou muito (abrindo para o Ira!, no Hotel Pelourinho), bastante energia no palco em um repertório de cerca de trinta minutos, e gostaria de vê-los ensaiando, para ver como a dinâmica deles funcionava dentro de um estúdio. Nesse caso numa garagem! Cheguei a ir a três deles. No primeiro, havia tanta gente, que parecia um show. Cerca de umas vinte pessoas, além da banda e seus instrumentos, meio que se apertavam e...

O melhor do que eu não escrevi no Portal Soterorock em 2018. Por Leo Cima.

Neste ano de 2018 o Portal Soterorock resolveu tirar alguns dias de folga. Algo próximo a trezentos e sessenta e cinco dias, quase um ano, é verdade. Porém, é fato que, depois de dez anos cobrindo a cena roqueira local, com textos ou podcasts, sem incentivo financeiro algum, o site decidiu que seria o momento certo para dar um tempinho nas atividades daqui, para priorizar e atender a outras demandas não menos importantes. Mas, mesmo distante das publicações, nos mantivemos atentos ao movimento do cenário, observando quem se manteve atuante, seja em estúdio, ou nos palcos. Muita coisa aconteceu este ano na cena rocker da Bahia, desde discos lançados até uma boa frequência regular de shows na capital baiana, mesmo com um número cada vez menor de casas que recebe o gênero por aqui. E é esse segundo item que ganhará destaque aqui nesta matéria, em uma outra oportunidade falarei sobres os lançamentos baianos de 2018, vamos com calma. O fato é que, fazendo visitas a eventos, seja ...

Reaja, porra! Por Leo Cima.

O nosso país vive um momento político notavelmente conturbado e escroto. Mais escroto do que conturbado, diga-se de passagem. E o pior, seguido por uma apatia de uma população que assiste praticamente zumbificada cada gesto de politicagem suspeito, ou escancaradamente malicioso. Uma inércia que chega a ser mais forte do que qualquer esquema de falcatrua televisionada nos noticiários e que é de cair o queixo. É dentro desse cenário que a banda baiana Pastel de Miolos chega com o seu mais recente trabalho, o quinto de sua carreira, Reação! Para além deste lançamento, este é o primeiro registro da PDM como um duo, “apenas” com baixo e bateria, um formato de certa maneira inédito dentro do som proposto pelo grupo. Produzido pelo Irmão Carlos e contando com participações especiais e colaborações, o disco é um verdadeiro pé na porta ao longo das dezesseis faixas e vinte e oito minutos de som. O cd abre com Punk Rock é Reação! E já se percebe o quanto o som está bem preenchido. N...

“Eu não sei fazer musica, mas eu faço”. Por Leo Cima.

Escrever sobre a sua própria banda é uma tarefa difícil. É algo complicado, de fato. Em situações como essa, o musico que escreve tem que manter sempre o cuidado para não pesar a mão sobre determinados aspectos, se vai ser positivamente tendencioso em certos pontos e até mesmo estar atento para não cair na armadilha de querer ser tão imparcial com a sua própria musica e acabar enxergando mais defeito do que realmente existe. Encontrar um equilíbrio dentro dessas questões é a verdadeira tarefa de um texto como esse que vem a seguir. Esse esforço é maior quando se escreve sobre um show. Tocar e, ao mesmo tempo, ver o que acontece no lugar até que funciona, mas muita coisa se perde durante o processo. Já disco é um pouco diferente, a concentração é, obviamente, maior e estar atento e respeitoso com o som alheio são os principais elementos para transcrever a obra de um grupo. Foi assim que decidi fazer quando escrevi o release de Empty, o mais recente EP da G.O.R., que você está prest...

Para ouvir várias vezes. Por Leo Cima.

A Jato Invisível é detentora de um dos discos mais aguardados deste ano de 2017. O Veiculando Neuroses levou bastante tempo para ser lançado, não só pelo fato de ter se passado um ano do final da sua gravação até o dia do seu lançamento, mas também pelo período no qual o grupo esteve fazendo shows com uma boa frequência antes de entrar no estúdio para executar mais essa empreitada. E isso fez bem para a banda, que amadureceu de forma significativa as músicas que estão nessa obra. Produzido pelo Irmão Carlos, este novo EP da JI possui cinco faixas fortes, em letra e musica, com um texto bastante pessoal e punchs sonoros bem pegajosos, respectivamente. Fato que é também visualmente muito bem expressado na capa do disco feita por Sérgio Moraes. Tudo isso faz com que o ouvinte crie uma identificação interessante com o que se escuta. No decorrer do disco há participações especiais interessantes, como a do escritor Sandro Ornellas em uma das faixas e a do Irmão Carlos tocando teclad...

Lançamento do primeiro cd da Vovó do Mangue. Por Wilson Santana.

Sábado, dia  18/11/2017, fui a convite da Produção da banda Vovó do Mangue para ver a festa/show de lançamento do primeiro disco da banda e também pra levar a banquinha com produtos oficiais da bandas lançadas pela TRINCA DE SELOS #aquitemrockbaiano, o evento foi realizado em sua cidade natal, Maragojipe, cidade com histórico cultural forte, localizada no Recôncavo Baiano. Sempre que vou em eventos no interior, fico impressionado com o interesse das pessoas e pelo público eclético, gente que curte musica alternativa, curiosos ou mesmo aqueles que vão por conta da carência de eventos, e não foi diferente, o show foi realizado na Sede da Fundação Cultural Vovó do Mangue, fundação essa que desenvolve trabalhos sociais e ambientais junto a população Maragojipense. Show marcado para as 21h e antes disso já tinha um público considerável, para que a primeira banda desse inicio a festa. Pablues - pra quem não sabe, Pablues é vocalista do Clube de Patifes - seu projeto solo (C...

Paul esteve entre nós. Por Leo Cima.

FINALMENTE PAUL MCCARTNEY TOCOU EM SALVADOR! Finalmente! Você pode entender as letras garrafais da frase inicial desse texto como um desabafo, porque é, de verdade, um desabafo. Nada mais natural vindo de uma pessoa que teve que esperar sentada por muito tempo para ver um show desse beatle.  Desde 2010 Paul incluiu o Brasil na agenda das suas turnês de maneira efetiva e até a confirmação da sua passagem por aqui, cada anuncio de um novo giro dele por terras brasileiras era uma mistura de expectativa e frustração e isso ficou mais forte depois que a Fonte Nova foi reinaugurada. Era sempre um “será que agora vem?” seguido de um “porra, de novo não!”. Mas dessa vez aconteceu! Virou história! E o melhor, sem o hype que envolveu as vindas dele em boa parte dos anos anteriores, o que demonstrou a inquestionável força que ele tem como artista. Tão histórico, que ele teve influencia direta no bom desempenho hoteleiro local, quando se registrou 90% de ocupação nesse setor durante o...

Entrevista com Mopho (AL). Por Leo Cima.

      Foto: Rafael Passos. Continuando ainda com o Festival Radioca III, trazemos agora uma entrevista com a banda Mopho (AL). O João Paulo e o Dinho Zampier bateram um papo conosco e falaram sobre como foi tocar pela primeira vez em slvador depois de duas décadas de carreira sobre como foi o processe interessantíssimo de criação do seu mais novo trabalho, Brejo e sobre o cenário atual. Foi ótimo! Então, encontre a melhor maneira de ler essa entrevista e confira o som do ótimo Brejo! Soterorockpolitano - Pessoal, parabéns pelo show, gostei muito dele, mas gostaria de saber o porque que vocês levaram tanto tempo para poder fazer uma apresentação em terras baianas. Porque demorou tanto e como foi essa experiência? João Paulo: Na real, foi falta pura e simplesmente de um convite, de uma oportunidade, sabe? É por conta também nessa trajetória de vinte anos a gente mudou muito de formação e tal, aí isso tira o foco, né? Então, basicamente foi isso! Até que quand...